PRÁTICAS DE LEITURA E HISTÓRIA ORAL: CONDICIONANTES PARA SE PENSAR O COLÉGIO TIRADENTES

Anelise Martinelli Borges de Oliveira

Resumo


Nas últimas décadas, boa parte dos estudos acadêmico-científicos no âmbito da Educação tem enfatizado a instituição escolar enquanto espaço de difusão de representações e práticas. O processo histórico-educacional pelo qual a instituição escolar se organizou – e ainda se organiza – permite constatar que a própria concepção de escola está associada às diversas práticas, presentes não só no âmbito escolar, como também nos âmbitos histórico, político, econômico e social de determinada sociedade. Ancorado nesses preceitos, o presente trabalho vincula-se à pesquisa de doutoramento iniciada no ano de 2013, que tem como objeto de investigação o Colégio Tiradentes, escola situada na cidade de Uberaba, no estado de Minas Gerais. Fundado no ano de 1964, para atender aos filhos de policiais militares, o Colégio Tiradentes representa uma importante instituição de ensino mineira, alicerçada em uma metodologia pautada no desenvolvimento de práticas que exaltam o militarismo na constituição da sociedade. Este trabalho tem por objetivo elencar considerações sobre parte do aparato teórico-metodológico que vem sendo desenvolvido na pesquisa, sobretudo em relação à concepção de práticas de leitura e história oral – conceitos fundamentais para se compreender o Colégio Tiradentes a partir do conhecimento sobre os sujeitos que dele fazem (ou fizeram) parte, com ênfase para os professores. O resultado deste trabalho incide sobre a compreensão das práticas de leitura enquanto apropriações/interpretações feitas por leitores e, da história oral, cuja teoria se utiliza, em grande parte, do testemunho de fontes orais.

Palavras-chave: Escola. Práticas de leitura. História oral.


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