A VIOLÊNCIA DA ESCOLA SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES(AS) DO ENSINO PÚBLICO FUNDAMENTAL

Fernanda O. Franco Assunção, Fernanda Telles Marques, Dímitra Jaconi Stamoulis, Thiago Santos da Silva

Resumo


Entendida como uma modalidade de violência institucional, a violência da escola é aqui discutida a partir das produções do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU-UFRJ), em diálogo com autores da Educação (Fante, 2005; Abramovay, 2002) e da Psicologia social (Bleger, 1991; Kodato, 1999). Tendo como objetivo identificar e compreender as percepções de professores(as) do Ensino Fundamental acerca da violência da escola, a pesquisa recorre à Triangulação (Denzin, 1985) para relacionar estudos teóricos, observação continuada do cotidiano escolar e dados obtidos por meio de questionários e entrevistas. No Brasil, a discussão desta manifestação da violência simbólica é indissociável da questão da Democracia, tendo sido a década de 1980 um momento representativo da necessidade de se criar dispositivos externos ao cotidiano das instituições formais – entre elas a escola – para garantir a proteção das relações que em seu interior são estabelecidas. Como resultados parciais, a pesquisa, que se encontra em fase intermediária, confirma a lentidão no processo de substituição do princípio da autoridade pela escuta da alteridade (Márques, 2011), o que envolve diversos fatores. No caso estudado, chamam a atenção aspectos históricos da cultura política local, bem como a hierarquização de saberes e a normalização/patologização de discursos e práticas não hegemônicos (Faleiros, 1987; Adorno, 1993).

Palavras-chave: Violência escolar. Processos educativos. Democracia.


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