CAPITALISMO FLEXÍVEL, TRABALHO PRECARIZADO E SOFRIMENTO PSÍQUICO DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

Vivian Jilou

Resumo


Dadas as alterações no mundo do trabalho e na docência, o professor se vê desafiado a exercer um trabalho diferente de suas possibilidades, expectativas e anseios e, por isso, corre o risco de sofrer e perder o interesse pelo que faz. Este artigo trata do trabalho docente no ensino superior e suas relações com o sofrimento psíquico de professores. O objetivo é compreender a relação entre trabalho docente e sofrimento psíquico em professores universitários de duas instituições privadas, de Uberaba, MG, identificando a natureza, conteúdo e significados do trabalho docente. O estudo descritivo e de natureza qualitativa, incluiu pesquisa bibliográfica mediante levantamento eletrônico de artigos na base de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO), leitura de livros, e pesquisa de campo realizada com a participação de 30 professores de duas IES privadas que responderam a uma entrevista semiestruturada. O material obtido foi submetido à análise de conteúdo. Os resultados sugerem que o sofrimento é reconhecido tanto em relação a si, quanto em relação ao outro. A dificuldade em admitir que se sofre, talvez seja em decorrência de transmitir uma imagem negativa e de fracasso pessoal e/ou profissional. Espera-se possibilitar ao professor pensar sobre sofrimento psíquico e docência, repensar o próprio saber e fazer docentes, buscando alternativas para relacionar-se melhor com a escolha e o exercício da profissão; compreendendo que o sofrimento poderá impedir investimentos na criatividade e na energia para o desempenho de suas funções, causando um sentimento de incompetência, diminuição da participação e iniciativa do trabalhador.

Palavras-chave: Sofrimento psíquico. Precarização. Trabalho docente.

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