The Judicialization of the Student–Teacher Relationship in Brazil: From Accountability to the Pedagogical Management of Conflicts

Authors

  • Anselmo da Silva Nascimento Universidade Católica de Brasília-UCB, Brasília-DF, Brasil https://orcid.org/0009-0002-2186-5620
  • Bethânia Itagiba Aguiar Arifa Procuradoria-Geral da República - Ministério Público da União (PGR/MPU), Brasília-DF, Brasil https://orcid.org/0009-0009-0274-8753
  • Tiago Zanquêta de Souza Universidade de Uberaba - UNIUBE, Uberaba-MG, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.31496/rpd.v26i51.1947

Keywords:

judicialization, education, pedagogical legal literacy, continuing education, teacher autonomy

Abstract

The article analyzes the advance of the judicialization of school relations in Brazil and its effects on teachers’ authority and autonomy. It argues that the growing interference of the legal system in school conflicts, especially after the criminalization of bullying, has transformed the educational environment into a space marked by uncertainty and accountability. Through an analytical and interpretive approach, the paper proposes Pedagogical Legal Literacy (PLL) as an instrument of professional empowerment capable of articulating normative and pedagogical knowledge, strengthening school coexistence, and reducing dependence on the Judiciary. It concludes that joint continuing education for teachers and legal professionals constitutes a viable strategy to confront the legal-educational maze and reaffirm the school’s role as a space for citizenship and learning.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Anselmo da Silva Nascimento, Universidade Católica de Brasília-UCB, Brasília-DF, Brasil

Master’s degree in Educational Sciences from Pontificia Università Salesiana, Rome (2021). Specialist in School Management from Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) (2013), Social Education from Universidade Católica de Brasília (2010), and Philosophy and Challenges of Modernity from PUC Minas (2008). Holds degrees in Theology (2012) and Philosophy (2006) from Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA). Currently, he is Director of Colégio Salesiano Núcleo Bandeirantes and Vice-President of the Administrative Council of the UBEC group. He works in the fields of Philosophy, Theology, and Education, with an emphasis on teacher education.

Bethânia Itagiba Aguiar Arifa, Procuradoria-Geral da República - Ministério Público da União (PGR/MPU), Brasília-DF, Brasil

Master’s degree in Law from Universidade de Brasília (UnB). Specialist in Globalization, Justice, and Human Security from Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Criminal Law and Criminal Procedure from Universidade Cândido Mendes, and Law Applied to the Public Prosecution Service from ESMPU. Holds a Law degree from Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Currently, she is a Cabinet Officer at the Superior Tribunal Militar (STM) and a special student in the Graduate Program at the Faculty of Law of Universidade de São Paulo (USP).

Tiago Zanquêta de Souza, Universidade de Uberaba - UNIUBE, Uberaba-MG, Brasil

Postdoctoral researcher in Education, Knowledge, and Society at Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). Ph.D. in Education from Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) (2017). Master’s degree in Education from Universidade de Uberaba (UNIUBE) (2012). Specialist in Higher Education Teaching and Environmental Management from Faculdades Integradas de Jacarepaguá (FIJ). Holds a teaching degree in Biological Sciences from UNIUBE (2006). Currently, he is coordinator and permanent faculty member of the Graduate Program in Education (PPGE/Uberaba) and a permanent faculty member of the Professional Graduate Program in Education (PPGPE/Uberlândia) at UNIUBE.

References

ADLER, P. S.; BORYS, B. Two types of bureaucracy: enabling and coercive. Administrative Science Quarterly, New York, v. 41, n. 1, p. 61-89, mar. 1996. DOI: https://doi.org/10.2307/2393986. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/ 200552237_Two_Types_of_Bureaucracy_Enabling_and_Coercive. Acesso em: 18 set. 2026.

ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos de Estado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2022.

BALL, S. J. Profissionalismo, gerencialismo e performatividade. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 35, n. 126, p. 539-564, set./dez. 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-15742005000300002. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/447. Acesso em: 18 set. 2026.

BARROSO, L. R. Judicialização, ativismo judicial e legitimidade democrática. (SYN)THESIS, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 23-32, 2012. DOI: https://doi.org/10.12957/synthesis.2012.7433. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/synthesis/article/view/7433. Acesso em: 18 set. 2026.

BERNARDES, I. A. A judicialização das relações sociais e os impactos no campo educacional: o avanço do Projeto “Escola sem Partido”. 2025. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265118. Acesso em: 18 set. 2026.

BERNSTEIN, B. Pedagogy, symbolic control, and identity: theory, research, critique. Rev. ed. Lanham: Rowman & Littlefield, 2000. DOI: https://doi.org/10.5771/9781461636205.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Justiça em números 2023. Brasília, DF: CNJ, 2023. 326 p. ISBN 978-65-5972-116-0. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2023/08/justica-em-numeros-2023.pdf. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 31 dez. 1940. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 jan. 2002. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 nov. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Quarta Turma. Recurso Especial nº 1.539.635/MG. Relatora: Min. Maria Isabel Gallotti. Brasília, DF, julgado em 7 dez. 2021. Disponível em: https://www.stj.jus.br. Acesso em: 18 set. 2026.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Plenário. Ação Direta de Inconstitucionalidade nº

5.668/DF. Relator: Min. Edson Fachin. Brasília, DF, julgamento virtual de 21 a 28 jun. 2024. Acórdão de 1º jul. 2024. Disponível em: https://portal.stf.jus.br. Acesso em: 18 set. 2026.

CHRISPINO, A.; CHRISPINO, R. S. P. A judicialização das relações escolares e a responsabilidade civil dos educadores. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 16, n. 58, p. 9-30, jan./mar. 2008. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-40362008000100002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/bsbRR9kkbgRZznb8dys4Npf/?lang=pt. Acesso em: 18 set. 2026.

DISTRITO FEDERAL. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Apelação Cível nº 20110710371373. Relatora: Des. Simone Lucindo. Brasília, DF, 8 abr. 2015.

FERREIRA, L. A. M.; CURY, C. R. J. A judicialização da educação. Revista CEJ, Brasília, v. 13, n. 45, p. 32-45, abr./jun. 2009. Disponível em: https://revistacej.cjf.jus.br/cej/index.php/revcej/article/view/1097. Acesso em: 18 set. 2026.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.

GOETHEL, E. S. Q.; POLIDO, C.; FONSECA, D. C. A judicialização dos conflitos escolares. Cadernos CEDES, Campinas, v. 40, n. 110, p. 14-25, jan./mar. 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/CC220191. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccedes/a/3ZzXtXjGNwJ8JC4bfHpYwnN/abstract/?lang=pt. Acesso em: 18 set. 2026.

HARGREAVES, A.; FULLAN, M. Professional capital: transforming teaching in every school. New York: Teachers College Press, 2012.

IMBERNÓN, F. Qualidade do ensino e formação do professorado: uma mudança necessária. Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Cortez, 2016.

INSTITUTO SEMESP. Mapa do ensino superior no Brasil 2024. 14. ed. São Paulo: Instituto Semesp, 2024. Disponível em: https://www.semesp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/mapa-ensino-superior-brasil-2024.pdf. Acesso em: 18 set. 2026.

KELSEN, H. Essência e valor da democracia. In: KELSEN, H. A democracia. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 23-107.

KELSEN, H. Teoria pura do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

MINAS GERAIS. Tribunal de Justiça. 18ª Câmara Cível. Apelação Cível nº 1.0024.14.218844-0/002. Relatora: Des. Teresa Cristina da Cunha Peixoto. Belo Horizonte, 30 abr. 2020. Diário de Justiça Eletrônico, 25 nov. 2020.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2014.

MORRISON, B. Restoring safe school communities: a whole school response to bullying, violence and alienation. Annandale: Federation Press, 2007.

NÓVOA, A. Os professores e a sua formação num tempo de metamorfose da escola. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 44, n. 3, e84910, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-623684910. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/DfM3JL685vPJryp4BSqyPZt/?lang=pt. Acesso em: 18 set. 2026.

PINTORE, A. Democracia sin derechos: en torno al Kelsen democrático. Doxa: Cuadernos de Filosofía del Derecho, Alicante, n. 23, p. 119-144, 2000. DOI: 10.14198/DOXA2000.23.05. Disponível em: https://doxa.ua.es/article/view/2000-n23-democracia-sin-derechos-en-torno-al-kelsen-democratico. Acesso em: 18 set. 2026.

SADEK, M. T. (org.). Uma introdução ao estudo da justiça. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2010.

SANTOS, P. A. M. dos. A judicialização da educação e a responsabilidade civil dos educadores. 2025. Tese (Doutorado em Educação Escolar) – Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2025. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/bb5535e6-0c00-4464-8fe1-9b3815fb1a86. Acesso em: 18 set. 2026.

SCHÜTZ, J. A. Ser e fazer-se professor: reflexões sobre a noção de anterioridade pedagógica. Revista Espaço Pedagógico, Passo Fundo, v. 30, e14409, 2023. DOI: 10.5335/rep.v30i0.14409. Disponível em: https://ojs.upf.br/index.php/rep/pt_BR/article/view/14409. Acesso em: 18 set. 2026.

TAPOROSKY, B. C. H.; SILVEIRA, A. A. D. A qualidade da educação infantil como objeto de análise nas decisões judiciais. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 34, e189508, 2018. DOI: 10.1590/0102-4698189508. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/JWWWSnBWJFvQZ4Y9ddXmqPt/abstract/?lang=pt. Acesso em: 18 set. 2026.

TEIXEIRA, A. Educação para a democracia: introdução à administração educacional. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

TIROLI, L. G.; SANTOS, A. R. de J. Perfil do professor do ensino jurídico: visões e tensões sobre ser e fazer docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 50, e265392, 2024. DOI: 10.1590/S1678-4634202450265392. Disponível em: https://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022024000100811. Acesso em: 18 set. 2026.

VIVEIROS, K. F. M. de. Educação, direitos humanos e formação de professores: reflexões e proposições. Cadernos de Pesquisa, São Luís, v. 27, n. 4, p. 8-28, 2020. DOI: 10.18764/2178-2229.v27n4p8-28. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/view/15992. Acesso em: 18 set. 2026.

WALDRON, J. Separation of powers in thought and practice. Boston College Law Review, Newton, v. 54, n. 2, p. 433-468, 2013. Disponível em: https://bclawreview.bc.edu/articles/702. Acesso em: 18 set. 2026.

YOUNG, M. Para que servem as escolas? Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 101, p. 1287-1302, 2007. DOI: 10.1590/S0101-73302007000400002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/GshnGtmcY9NPBfsPR5HbfjG/?lang=pt. Acesso em: 18 set. 2026.

Published

2026-10-06

How to Cite

NASCIMENTO, Anselmo da Silva; ITAGIBA AGUIAR ARIFA, Bethânia; SOUZA, Tiago Zanquêta de. The Judicialization of the Student–Teacher Relationship in Brazil: From Accountability to the Pedagogical Management of Conflicts. Revista Profissão Docente, Uberaba, MG, v. 26, n. 51, p. 1–19, 2026. DOI: 10.31496/rpd.v26i51.1947. Disponível em: https://revistas.uniube.br/index.php/rpd/article/view/1947. Acesso em: 6 oct. 2026.

Similar Articles

1 2 3 4 > >> 

You may also start an advanced similarity search for this article.